segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sapucaia

Ai que vontade de partir
Sair desse lugar, desse tempo
Fugir daqui, procurar o que me faz sorrir
Sentir que vivo, e não apenas existo,
Que em uma cidadezinha longe daqui existe um motivo
E esse motivo de tão forte só pode ser o amor
- Bom dia amor, está na pracinha?
O encontro está marcado!
Todos os dias no mesmo horário
Uma forma de encurralar a saudade e deixá-la presa
Mas se o encontro for curto acontece o contrário.
A saudade, essa sapeca, escapa
Remete meus pensamentos à Sapucaia
E ela faz maldade, seus efeitos então...
Dentro de mim causa uma tempestade
Uma vontade louca de estar ali, bem juntinho
O cheiro do Egeo que passa pela rua não se compara
De forma alguma à mistura de aromas que ela tem
Aquele cheiro único me envolve tanto
Sei que preciso ser forte pra não sucumbir à saudade
E me acabar em pranto
- Já te disse hoje o quanto você me faz bem?
Que cabeça a minha, estou perdido em meus pensamentos
Em minhas vontades, saudade, tormentos.
- Muito, muito, muito mesmo!
Creio que o mundo mudou meu bem, para o bem
Agora está mais colorido, mais musical
Sinto saudade dos seus cabelos
Nos incomodando entre beijos e abraços
Ah... aquele abraço...

domingo, 14 de dezembro de 2014

É normal

Os dias serem lindos quando passo com você!
O ruim é saber que quando passamos muito tempo juntos
Uma hora ou outra você terá que ir embora
E eu fico me perguntando:
- Deus porque ela não é minha vizinha?

Eu morro de saudade de você, sim
Por isso aproveito ao máximo cada segundo,
Cada instante procuro acompanhar ao máximo todos os momentos
Pois sei que não posso perder
Nem sequer meio sorriso
Ah... por falar em sorrisos
O seu é incrível!

Tem o poder de me levar ao céu
Isso tudo sem sair do chão
Seu sorriso me deixa bobo, me mostra o caminho.
Sonho todos os dias
Com um dia em que nos veremos todos os dias
E viveremos juntos

Pra sempre


Pedro Bragança

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Rejeição


Ó filho de saturno
Tu que me bendizes amante sagrado, profano
Símbolo da persistência e persuasão.
Vós que me embriagastes com suas histórias
E na relva da escuridão iluminastes a inquietude da rejeição.

Sei que trilhei o mesmo caminho, a princípio
E mesmo de forma extemporânea
Rendia-me aos encantos de Dafne
Creio que todo homem tem dentro de si um Apollo,
Creio que toda mulher tem dentro de si uma Dafne, filha de Pneu

Que envenenada pela flecha de chumbo do cupido
Carrega em suas veias, a seiva da rejeição
O que fazer, quando em seu peito arde um fogo da flecha de ouro?
Maldito seja o cupido, maldito seja o amor

A quem estou enganando?
Bendito seja o amor, bendito seja!
Amor que me faz levantar, que me motiva continuar,
Sei que no fim minha Dafne não se tornará arvore
E esse amor enraizado dentro de mim, florescerá.


Pedro Bragança