terça-feira, 9 de setembro de 2014

Descobertas


A vida é cheia delas
Aprendi isso quando me vi diante da maior descoberta da minha vida
Você!
Te descobrindo, me descobri,
E juntos descobrimos aos poucos o que é amar de verdade.
Eu descobri de forma lenta
Que para conquistar deveria primeiro
Te deixar partir.
Irônico não?!

Mas foi assim...
Precisei deixar livre, solta,
Porque só assim você me enxergou
Enxergou que é o amor da minha vida
E que o amor da sua vida sou eu.
Agora, juntos, descobrimos o mundo
Digo isso porque o meu mundo é você!

 Descobri enfim, que você pra mim
É como aqueles livros sensacionais,
Que mudam a nossa vida, que nos reinventa,
Que muda nosso modo de pensar,
Aqueles livros que são tão bons, mas tão bons
Que se acabam deixam aquela sensação

De que a vida não tem mais sentido.



Pedro Bragança

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

D.R


Fui até a casa dela, matar a saudade, contar sobre meus dias escuros e frios sem a presença dela, meus dias chuvosos e monótonos sem o amor, enfim, fui amá-la como ninguém jamais amou.
Voltei de madrugada, mas voltei sorrindo, efeitos colaterais de um dia inteiro ao lado dela. Meu amor tem um jeito tão inocente de ser, somos cúmplices um do outro, nos completamos. Nosso amor é singelo, mas ainda sim consegue se agigantar diante dos obstáculos, diante dos problemas e desentendimentos que acontecem sempre. Não se pode evitar aquelas discussões, isso eu falo com bastante propriedade, pois em cada discussão eu tenho vontade de sair correndo, de deixá-la falando sozinha já que quando um não quer dois não brigam, mas brigam sim, ainda mais quando os dois não querem, aí que brigam mesmo. Ontem nós brigamos, aquela velha discussãozinha de sempre, pra mim não passa de uma disputa pra ver quem ama mais, e com eu amo ela muito mais sempre dá uma briga feia.
Cada encontro com ela é um aprendizado novo sobre o amor e sobre o amar. Dessa vez eu cheguei à conclusão de que os casais devem discutir sim, mas discutir com amor, fazer de cada briguinha um degrau de aprendizado, discutir, mas respeitar, se colocar no lugar do outro é muito difícil, mas dá certo, então se for pra brigar que seja devagar, assim sobra tempo pra pensar, pra escolher com carinho as palavras. Discutindo bem devagar sobra espaço pra uma troca de carinhos, um beijo aqui outro ali, um eu te amo aqui e outro lá, o importante é deixar bem claro que ama e que depois da briga irão se amar ainda mais, com mais intensidade, com mais segurança, talvez seja pleonasmo e um pouco redundante mas, depois da tempestade irão se amar com mais amor.




Pedro Bragança

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um apelo em letras garrafais

Ipatinga, 23 de maio de 2012.
Procuro um amor. Um amor daqueles mágicos, que mexa comigo. Um sentimento que de tão intenso se manifeste na pele. Um amor que de tão forte procure uma rota de fuga pra fora de mim.
Quero um amor que me envolva, que nasça dentro de mim e que após amadurecer exija alguém pra compartilhar. Procura-se.
Vou fazer um retrato falado assim que meu amor ganhar um rosto. Irei colar cartazes nos muros grafitados da cidade, usarei uma fonte enorme pra ser notado, talvez eu grafite também. Colocarei frases de efeito ou algo bem romântico, usarei de argumentos convincentes para que o amor veja o quão dependente eu sou dela. Espalharei nos jornais, na sessão de classificados para que o amor se candidate, deixarei meu número e endereço. Onde puderia estar vagando meu amor?
Contratarei um carro de som e pelas ruas da cidade se ouvirá nossa música tocando ao fundo, enquanto no primeiro plano, em um tom mais alto, será recitado Shakespeare ou Carlos Drummond. Os panfletos eu irei distribuir pessoalmente, já quanto aos banners e outdoors vou precisar gastar um pouco pra fazer. Preciso muito mesmo encontrar meu amor. Vou gastar minhas economias nisso.
Porque se esconde de mim o amor? Acaso não entende que sem ela não vivo?
Cada dia, cada segundo que passo sem ela é como se parte do meu ser perecesse. Não significa dizer que amo menos, pelo contrário, amo cada vez mais. Só que um amor fragmentado dentro de mim.
Irei dar queixa na polícia. "Doutor delegado, perdi o amor, e já faz horas, veja meu estado, me ajude." Vou precisar fazer um retrato falado, mas como? Preciso descrever um sentimento indescritível. "- Olhe pra mim me desenhe, porque eu sou todo amor, tanto dentro, quanto do coração pra fora."
Deixo aqui escrito um apelo em letras garrafais, perder o amor pra mim foi como tomar uma caixa de comprimidos letais e agora estou perdido nesse mundo de desamor, sendo cortado por dentro pela saudade de algo ou alguém que ainda não tive o prazer de conhecer, mas que já amo com toda força que existe dentro de mim.







Pedro Bragança